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IoT na prática: como coletar dados do chão de fábrica e enviar para a nuvem

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IoT na prática: como coletar dados do chão de fábrica e enviar para a nuvem | Alfacomp

IoT na prática: como coletar dados do chão de fábrica e enviar para a nuvem

O gerente voltou da feira de tecnologia com os olhos brilhando: "Quero um dashboard com os dados de todas as minhas máquinas em tempo real." O integrador anotou, concordou e pensou: "Por onde eu começo?"

Esse é um cenário muito comum em projetos de automação industrial. Todo mundo fala sobre IIoT, Indústria 4.0 e dados em tempo real, mas poucos sabem como transformar esse desejo em uma arquitetura prática, confiável e aplicável ao chão de fábrica.

A boa notícia é que o conceito não precisa ser complicado.

Um projeto de IIoT bem estruturado pode ser dividido em três camadas principais: campo, borda e nuvem.

Arquitetura IIoT · Camada 1

Camada de campo: onde os dados nascem

A camada de campo é o chão de fábrica. É onde estão os CLPs, inversores de frequência, sensores de temperatura, pressão, nível, vazão, medidores de energia e demais equipamentos industriais.

Os dados já existem nessa camada. O desafio é que, muitas vezes, eles ficam presos dentro de cada equipamento, comunicando por protocolos industriais.

Protocolos comuns na camada de campo: Modbus RTU · Modbus TCP · Profibus · DeviceNet e outros padrões de automação.

Ou seja: antes de pensar em dashboard, é preciso entender de onde os dados vêm e como acessá-los com segurança.

Arquitetura IIoT · Camada 2

Camada de borda: onde os dados são coletados e tratados

A camada de borda, também chamada de edge, é o ponto entre o chão de fábrica e a nuvem. É aqui que entra o CLP inteligente, gateway IoT ou equipamento responsável por coletar os dados dos dispositivos industriais, organizar essas informações e enviá-las para uma plataforma externa.

Essa camada pode fazer muito mais do que simplesmente transmitir dados:

  • Filtros e validação dos dados
  • Cálculos e médias
  • Conversão de protocolos
  • Detecção de falhas
  • Preparação das informações antes do envio

Na prática, é aqui que o dado bruto começa a virar informação útil.

É também nessa camada que protocolos industriais, como Modbus, podem ser convertidos para protocolos mais utilizados em aplicações IIoT, como MQTT.
Arquitetura IIoT · Camada 3

Camada de nuvem: onde os dados viram decisão

A camada de nuvem é onde os dados são armazenados, visualizados e analisados. É nela que ficam os dashboards, históricos, alarmes, relatórios e indicadores de desempenho.

  • Gerência: acessa essa camada para acompanhar a produção
  • Manutenção: usa essa camada para identificar falhas recorrentes
  • Engenharia: utiliza os dados para melhorar processos
  • Gestão: consegue tomar decisões com base em informações reais da operação

É aqui que o projeto deixa de ser apenas conectividade e passa a gerar valor para a indústria.

Tecnologia

O papel do CLP Haiwell A8 em projetos IIoT

Em projetos com o CLP Haiwell A8, a arquitetura pode ser simplificada. Isso porque o A8 pode atuar como controlador da máquina e, ao mesmo tempo, como gateway IoT.

Na prática, o A8 controla o processo, coleta as variáveis e publica os dados diretamente para a nuvem via MQTT, sem a necessidade de adicionar um gateway externo em muitas aplicações.

Isso reduz cabeamento, diminui a complexidade da arquitetura e facilita a implementação do projeto.

Em aplicações com múltiplos CLPs ou equipamentos de marcas diferentes, o A8 também pode atuar como ponto central de coleta, lendo dados via Modbus TCP e publicando essas informações para a plataforma em nuvem.

Passo a passo

Do CLP ao dashboard: 5 etapas práticas

Etapa 1 — Definir quais dados realmente devem ser coletados

Antes de configurar qualquer equipamento, é importante definir quais informações são relevantes para o cliente. Nem todo dado precisa ir para a nuvem — o ideal é coletar aquilo que gera decisão. Algumas perguntas ajudam nesse processo:

  • Qual variável indica problema quando sai da faixa normal?
  • O que o gerente de produção precisa acompanhar diariamente?
  • Quais dados ajudam a calcular indicadores como OEE, produtividade ou tempo de parada?
  • Quais informações são importantes para manutenção preventiva?

Em uma máquina de produção, por exemplo, pode fazer sentido coletar:

  • Contagem de ciclos
  • Temperatura de zonas
  • Corrente do motor principal
  • Tempo de máquina parada
  • Alarmes ativos
  • Status de produção
  • Consumo de energia

Etapa 2 — Configurar o CLP para publicar via MQTT

Com as variáveis definidas, o próximo passo é configurar o CLP para publicar essas informações. No caso do Haiwell A8, isso pode ser feito pelo HaiwellHappy, configurando:

  • Endereço do broker MQTT
  • Tópico de publicação
  • Intervalo de envio
  • Formato do payload
  • Variáveis que serão transmitidas

O formato JSON costuma ser uma boa escolha, pois é amplamente aceito por plataformas modernas de visualização, bancos de dados e sistemas de integração.

Etapa 3 — Escolher o broker MQTT

O broker MQTT é o servidor responsável por receber as publicações do CLP e distribuir os dados para os sistemas que precisam consumir essas informações. Existem diferentes opções, dependendo do projeto:

  • Mosquitto — broker local, indicado quando os dados precisam permanecer dentro da planta industrial
  • HiveMQ Cloud / EMQX Cloud — interessantes quando o objetivo é acesso remoto e escalabilidade
  • Haiwell Cloud — em projetos com equipamentos Haiwell, reúne conectividade, visualização, histórico e supervisão em uma única plataforma

Etapa 4 — Conectar a plataforma de visualização

Depois que os dados chegam ao broker, é necessário conectá-los a uma plataforma de visualização, responsável por transformar os dados em telas, gráficos, indicadores e dashboards. Algumas opções utilizadas em projetos IIoT são:

  • Node-RED — para criação de fluxos de dados e integrações
  • Grafana — para visualização de séries históricas e dashboards
  • Haiwell Cloud SCADA — para supervisão integrada com CLPs e IHMs Haiwell

O importante é que a plataforma escolhida esteja alinhada com a necessidade do cliente, o nível de complexidade do projeto e a infraestrutura disponível.

Etapa 5 — Configurar alertas, históricos e relatórios

Com os dados sendo exibidos, o projeto ganha valor quando passa a gerar ação. Por isso, é importante configurar alarmes, históricos e relatórios. Exemplos:

Temperatura acima de 85 °C gera alerta
Corrente do motor acima do padrão indica possível desgaste
Tempo de parada é registrado automaticamente
Relatório diário de produção é enviado para a gestão
Histórico de variáveis críticas fica disponível para análise

É nesse ponto que o dashboard deixa de ser apenas visual e passa a apoiar decisões reais.

Piloto IIoT

Quanto tempo leva um projeto piloto de IIoT?

Um projeto piloto de IIoT não precisa começar grande. Com um CLP Haiwell A8 já instalado na máquina e um broker MQTT configurado, é possível iniciar com uma estrutura simples, por exemplo:

5 a 10 variáveis monitoradas
2 alarmes configurados
Dashboard básico
Histórico de 30 dias
Acesso remoto para validação

Em muitos casos, esse tipo de piloto pode ser entregue em poucos dias de trabalho, sem gateway externo, sem licença complexa de software e sem grandes alterações na infraestrutura da planta.

Esse é um argumento muito forte para propostas técnicas:

"Vamos começar com um piloto para validar os dados, o acesso e o valor da solução antes de expandir para toda a planta."

Conclusão

Da conectividade à decisão

IIoT no chão de fábrica não é apenas um projeto de TI. É um projeto de automação industrial com conectividade. Por isso, precisa considerar protocolos, CLPs, sensores, redes industriais, segurança, disponibilidade e operação real.

O integrador que domina essa arquitetura — campo, borda e nuvem — passa a entregar muito mais do que dashboards. Ele entrega informação para decisão.

E com soluções como o CLP Haiwell A8, é possível simplificar a implementação, reduzir componentes na arquitetura e acelerar a criação de projetos conectados.

Quer iniciar um projeto piloto de IIoT na sua operação?

Na Alfacomp, ajudamos integradores, fabricantes de máquinas e indústrias a estruturar soluções de automação, supervisão e IIoT com engenharia aplicada, suporte técnico e equipamentos preparados para a realidade do chão de fábrica.

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